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Qual é o nosso sonho?

Qual é o nosso sonho?

Gênesis 5:24, que diz respeito a Enoque, sempre chamou a minha atenção: “Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado.” Seria um testemunho incrível se esse versículo fosse gravado no túmulo de alguém! Não sabemos muito sobre a carreira de Enoque ou exatamente a que ele se dedicava, mas ficou claro que ele era uma pessoa que fazia tudo de acordo com a vontade de Deus. Sem nenhuma dúvida, ele tinha prazer em caminhar com Deus e isso tornou-se o seu objetivo.

Isso nos leva a fazer uma pergunta extremamente importante: qual é o nosso prazer e objetivo? O que merece toda a nossa energia, toda a nossa vida e toda a nossa atenção? Pelo que vale a pena viver? Miqueias 6:8 nos ajuda a refletir sobre isso: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.”

Em nossa recente consulta global, C. B. Samuel mencionou que uma das preocupações mais óbvias das pessoas que vivem na pobreza é a perda da  capacidade de sonhar. Ao visitar comunidades, ele geralmente pergunta para as pessoas quais são seus sonhos e, muitas vezes, percebe que elas ficam confusas e perguntam o que ele quer dizer, já que toda a sua energia é gasta simplesmente em sobreviver, um dia de cada vez.

Isso nos leva a fazer a mesma pergunta: qual é o meu sonho, qual é o nosso sonho?

Na minha própria cultura, somos incentivados a seguir nossos sonhos e a alcançá-los. Essa maneira de pensar acaba acontecendo de uma maneira bem individualista. A minha formação, tanto em áreas acadêmicas quanto em relação à igreja, parece ter sempre insinuado uma personalização do treinamento e da preparação. Na escola, nos orientavam a escolher matérias que nos dariam mais oportunidades para seguir nossos sonhos. Na igreja e no seminário bíblico, éramos aconselhados a estudar e a praticar para que tivéssemos mais capacidade para realizar o nosso próprio ministérios. Nossos processos de seleção esperam que tenhamos currículos que indiquem nosso nível de realização pessoal. Por isso, para que uma pessoa siga seus sonhos, parece ser necessário fazer um investimento significativo no atendimento dos requisitos que a sociedade considera ser necessários para alcançar sucesso. Isso está correto?

Para atendermos a esses requisitos, muitas vezes precisamos de recursos como dinheiro, educação, saúde, posição social, boa reputação e, parece que cada vez mais, uma boa aparência! Quando tentamos buscar esses recursos, muitas vezes perdemos de vista os nossos sonhos (o nosso objetivo final) e os próprios recursos acabam se tornando o objetivo.

Outro dia perguntei a um jovem estudante universitário o que ele tinha intenção de fazer quando terminasse o seu curso de formação e a sua resposta foi a seguinte: “ficar rico!”. Quando os meios substituem o fim, passa a existir um verdadeiro vazio!

Sonhamos pela nossa família, comunidade, nação, igreja ou local de trabalho?

Os sonhos e objetivos que temos para nossas organizações foram substituídos pela busca dos meios, fazendo-nos perder de vista os nossos sonhos e objetivos pessoais? As reuniões dos nossos conselhos de administração se concentram principalmente nos meios? Podemos passar de uma proposta de projeto para a próxima, impulsionados pela necessidade de captar recursos, de ser relevante, visível e admirado. De repente, percebemos que estamos nos tornando competitivos, em vez de cooperativos, ao buscarmos um objetivo em comum.

E se todos os nossos objetivos viessem a ser resumidos em Miqueias 6:8 e se fôssemos lembrados de acordo com apenas um critério — andamos humildemente com Deus? O que faz a pessoa que anda humildemente com Deus?

Deus nos chama para praticar, buscar e demonstrar a justiça em nosso dia a dia. Deus espera que tenhamos um coração voltado para aqueles que precisam se comprometer com o Shalom. A Bíblia está repleta de passagens que explicam como isso pode ser feito.

Convidamos a todos vocês a se aprofundarem nas coisas de Deus e a caminharem bem perto d’Ele. Sejamos pessoas que não apenas ousam sonhar, mas que também inspiram a outros a fazer isso de uma maneira conjunta, para o bem da comunidade como um todo. Já que nos aproximamos do final de 2018, reservemos um tempo para retomar nossos objetivos e sonhos e reorientar a nossa caminhada para que os outros percebam que também andamos com Deus.

Graça e paz.

Sheryl Haw
Diretora Internacional de Miqueias

(Extraído do boletim de notícias Miqueias do mês de novembro de 2018)

 

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