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Os verdadeiros campeões olímpicos

Os verdadeiros campeões olímpicos

O meio milhão ou mais de pessoas que vieram ao Rio para os Jogos Olímpicos têm todos os motivos do mundo para se sentirem seguras: 22 mil militares das Forças Armadas foram designados para reforçarem a segurança da cidade durante os jogos. No entanto, é provável que nenhum deles  faça muita diferença para a segurança de milhares de crianças do Rio de Janeiro que enfrentam uma ameaça real e terrível.

As crianças no Brasil estão em risco de todos os tipos de abuso”, explica Gisele Kallaur, Articuladora Nacional da Campanha Bola na Rede, encabeçado pela Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS). O trabalho de RENAS é apoiado pela Tearfund, juntamente com as igrejas em todo o Brasil. “Mas o maior problema que enfrentamos durante um evento como os Jogos Olímpicos é o abuso sexual; é um comércio que floresce para atender as demandas de abusadores sexuais, juntamente com os traficantes “, acrescenta Gisele.

Intenções sombrias

Enquanto a maioria dos turistas aproveita o tempo na cidade para visitar atrações famosas como a Praia de Copacabana ou a estátua do Cristo Redentor, uma pequena minoria vêm com intenções mais escusas, na esperança de misturar seu turismo olímpico com o turismo sexual – e, para alguns, isso significa procurar crianças.

Para os traficantes de sexo internacionais o rebuliço causado por um grande evento esportivo é o ambiente perfeito para operar – especialmente quando o foco principal das forças de segurança está em outros tipos de criminalidade e na ameaça de terrorismo.

O exército de laranja 

Esta realidade aterrorizante foi o que inspirou RENAS a fundar a campanha Bola na Rede em 2014 nas vésperas da Copa do Mundo. Bola na Rede continuou sua campanha e as ações de sensibilização desde então e está de volta com um mega reforço para os jogos olímpicos: cerca de 2.600 voluntários foram às ruas com suas camisetas laranja para conscientizar os cidadãos sobre  os riscos associados aos grandes eventos esportivos e informar as pessoas sobre os canais de denúncia.

“No momento estamos deixando os visitantes saberem sobre o problema e incentivando-os a serem vigilantes”, explica Gisele. “Nós também estamos mandando algumas das crianças e adolescentes mais vulneráveis para um lugar onde eles podem receber ajuda.

Os primeiros frutos

As instituições governamentais têm aumentado a sua monitorização graças à nossa pressão. O número de queixas de tentativa de abuso tem aumentado “, diz Gisele. “Tudo isso é resultado da educação e do trabalho de mobilização que a Igreja no Brasil tem feito nos últimos anos.”

Há ainda um outro grupo que tomou conhecimento sobre os “homens e mulheres de laranja”; os jovens das favelas.

‘As crianças estão aprendendo a identificar potenciais agressores e os próprios traficantes,’ Gisele explica, claramente encantada com o impacto que a campanha Bola na Rede está tendo. “Uma vez que as crianças estão conscientes sobre as táticas usadas por essas pessoas terríveis elas estão bem mais seguras”, comemora.

Por favor Ore:

  • Por toda a equipe da campanha BNR, para que o Senhor renove suas forças nesses dias de intenso trabalho;
  • Por cada grupo de voluntários de igrejas e organizações que estão abordando as pessoas;
  • Por toda a logística pedindo a Deus que ajude a equipe a organizar da melhor maneira a fim de atender todas as necessidades;
  • Pelo trabalho de comunicação, pela equipe de voluntários que está indo ao Rio para gravar a Campanha, que o Senhor os guarde e proteja de todo o mal;
  • Pela articuladora local da campanha Jovani, que está à frente da equipe local;
  • E por fim, pelas crianças e adolescentes, para que sejam protegidos!

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