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Nova onda de violência atinge República Centro-Africana

Postado no dia 1º de outubro no site da Tearfund por Mark Lang

Nova onda de violência atinge República Centro-Africana

Dezenas de pessoas morreram e mais de 40.000 ficaram deslocadas em Bangui, capital da República Centro-Africana (RCA) ao longo dos últimos dias. A nova onda de violência atingiu o país após os ataques que se seguiram ao assassinato de um motorista de táxi muçulmano. Um dos parceiros da Tearfund já amparou mais de 1.800 pessoas em busca de refúgio.

Funcionários da Tearfund descrevem a mudança de situação como extremamente volátil. Oficiais armados da ONU e patrulhas francesas de manutenção da paz estão nas ruas. Um  toque de recolher foi decretado entre às 18h e às 6h.Tiros, saques, sequestros, motins, manifestações e bloqueios de estradas ilegais obrigaram lojas e empresas a fecharem suas portas enquanto algumas igrejas e mesquitas foram destruídas.

Pelo menos 42.500 pessoas foram deslocadas em Bangui, de acordo com Mwaka Deogratias, Subgerente de resposta da Tearfund na RCA: “Muitas famílias ainda estão fugindo das áreas de conflito, mas pouco está sendo feito para ajudá-las, já que a insegurança contínua está obrigando as agências humanitárias a permanecerem de portas fechadas. Os deslocados precisam urgentemente de comida, água, abrigo e ajuda médica, mas os grupos de ajuda não podem entrar nas áreas afetadas”. Com o grande perigo nas ruas e as dificuldades de locomoção, Tearfund fechou seu escritório em Bangui ao mesmo tempo em que viagens pelo país foram cortadas.

A recente onda de violência gerou incerteza sobre as eleições marcadas para o dia 18 de outubro. Segundo o presidente interino elas são suscetíveis de serem adiadas. A RCA mergulhou na guerra civil em 2012, mas certa estabilidade voltou ao país no ano passado com a criação de um governo de transição e com a chegada das forças de paz da ONU.

Por favor, orem para que a violência acabe rapidamente e por uma transição pacífica de modo que as eleições possam seguir adiante. Orem também para que a ajuda humanitária chegue aos recém-deslocados e para que o trabalho da Tearfund seja retomado.

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