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Reflexões Miquéias

Devocional ministrada pelo pastor José Marcos durante o Fórum Miquéias Global, realizado nos dias 15 a 16 de julho em Belo Horizonte.

“Não há igreja bonita que subsista a uma vida que não traz o testemunho do Cristo encarnado”

O movimento da Missão Integral ganhou um novo fôlego no Brasil. É que foi oficialmente lançada no nosso país a Rede Miquéias (ou Miquéias Global). O evento ocorreu nos dias 15 e 16 de julho na Igreja Batista da Redenção em Belo Horizonte (MG) e reuniu 95 líderes de igrejas, redes e organizações cristãs. Confira abaixo a devocional feita pelo pastor José Marcos no primeiro dia do evento. 

A sociedade na qual estamos inseridos está trazendo múltiplas perguntas. Em nossa reflexão teológica e também em nossa ação prática precisamos trazer respostas a todas estas questões. O grande desafio da missão integral não é apenas a gente entender que ela é integral e que ela deve trazer respostas a todas as questões da vida e que o Evangelho e a prática da igreja devem entrar em todas as questões da vida e que a missão integral deve entrar em todas as questões da vida. Não é necessariamente ela atingir o homem todo, mas é nós enquanto sujeitos, homens e mulheres, nos deixarmos atingir por ela toda, principalmente no zelo pelo nosso testemunho pessoal.

Esse evangelho que a gente diz que é encarnacional precisa ser encarnacional em nós primeiro. Não há teologia bonita que subsista ao adultério do pastor, não há teologia bonita que subsista ao escândalo do teólogo, não há igreja bonita que subsista a uma vida que não traz o testemunho do Cristo encarnado, do Nazareno, servo sofredor, companheiro de caminhada. Nossa grande tarefa é fazer com que o nosso testemunho acompanhe o nosso discurso. Porque se tem uma coisa que é sabida de todos nós é que a grande problemática da igreja hoje não é necessariamente teológica, mesmo sabendo que há teologias que têm desviado a igreja. A grande ferida na igreja é do testemunho da igreja. É da vida da gente que tem que ecoar a liturgia, a teologia.

Não dá para pensar missão integral sem fazer esse exercício paulino de submissão a um testemunho que vai engradecer o nome de Jesus. E o interessante é que a palavra testemunho significa martírio mesmo, é a mortificação da nossa carne para que Jesus não seja escandalizado em nós. O mundo vai dar crédito a nós enquanto pensadores e operadores da missão integral todas as vezes que esse evangelho todo para todos os sujeitos, para todas as pessoas, para todas as culturas seja todo daqui para dentro primeiro.

Precisamos trazer respostas múltiplas, estamos diante de um mundo múltiplo, de um mundo plural. Mas acima de tudo o que esperam é que em nós seja vista a maior quantidade possível de coisas que nos fazem ser parecidos com Jesus, o Nazareno. Antes de ouvirem a nossa bela teologia vão querer ver o nosso testemunho de simplicidade porque não dá para ser imitador Dele sem ser simples. Estou convencido de que aquela teologia que quis imitar o Cristo ressurreto, profeta, sacerdote e rei entronizado entre os querubins em ruas de ouro é impossível. A gente só pode imita-lo quando a gente olhar para Cristo, O Nazareno, servo sofredor, companheiro dos pobres.

Todas as vezes que a nossa teologia estiver respaldada pelo nosso testemunho vai acontecer o que aconteceu na vida de Paulo quando ele diz: “Subjugo todas as minhas vontades para que eu não me ache reprovado naquilo que eu prego”. Que toda a nossa discussão, que todas as estratégias que surgirem daqui partam deste ponto. Do ponto que a missão integral precisa primeiro ser integral em nós mesmos porque assim nós continuaremos testemunhando de Jesus e nossa fala será autorizada pelo nosso testemunho.

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