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Furacão Eta deixou um rastro de morte e destruição na América Central. Saiba como estamos respondendo a esta crise e ore conosco

Furacão Eta deixou um rastro de morte e destruição na América Central. Saiba como estamos respondendo a esta crise e ore conosco

Equipes de resgate estão tentando desesperadamente alcançar os sobreviventes depois que o furacão Eta atingiu a América Central no início deste mês. As organizações parceiras da Tearfund na região pedem orações enquanto respondem a esta emergência.

No sábado, 7 de novembro, um deslizamento de terra na Guatemala deixou 44 mortos. Vidas, casas e negócios foram perdidos. Em Honduras, as autoridades emitiram um alerta vermelho para todo o país, enquanto 57 pessoas morreram em decorrência das enchentes. “Centenas de pessoas ainda estão esperando nos telhados de suas casas em áreas inundadas”, relata Alexis Pacheco, que lidera o trabalho da Tearfund na América Central e mora em Honduras.

Danos catastróficos

Ao atingir o continente na primeira semana do mês, o Eta foi o segundo furacão mais intenso já registrado em novembro com ventos de até 150 mph. Os especialistas estão comparando o Eta ao furacão Mitch que, em 1998, matou mais de 11.000 pessoas. 

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) emitiu um alerta sobre ‘inundações catastróficas’. Mais de 150.000 pessoas foram afetadas na Nicarágua, 1,8 milhão em Honduras e 311.000 na Guatemala.

Esta é provavelmente a pior tempestade que enfrentamos desde o Mitch vinte anos atrás”, diz Alexis. “O nível de destruição das colheitas será semelhante ou pior do que quando Mitch nos atingiu. A América Central teve uma seca de quatro anos e neste ano a estação das chuvas foi fantástica com uma produção recorde de alimentos. Infelizmente, no entanto, a maior parte da colheita foi destruída pelo Eta.”, lamenta Alexis.

Ele continua: “Os problemas se tornarão ainda mais difíceis daqui dois ou três meses por causa da falta de alimentos, já que as famílias perderam suas colheitas. As pessoas estão muito deprimidas tendo o coronavírus para enfrentar. Isso é agora demais!”.

Haverá um surto da pandemia em breve, especialmente nos abrigos com medidas de higiene e distanciamento muito limitadas – máscaras e outros itens insuficientes para evitar a contaminação. As pessoas estão tentando salvar suas vidas agora ao fugir da chuva e do vento, por isso a preocupação com a prevenção do coronavírus foi lançada para segundo plano.”. 

A resposta

Nossos parceiros na Nicarágua e em Honduras estão trabalhando em conjunto com pastores locais, usando os prédios de suas igrejas como abrigos. Eles também estão avaliando as necessidades dos mais vulneráveis ​​e ajudando aqueles que perderam tudo. As igrejas locais foram treinadas para responder a um desastre como este. ‘Estou muito orgulhoso dos nossos parceiros!”, comenta Alexis, “Eles estão prontos para apoiar suas comunidades. As igrejas estão mais abertas agora [do que na época do furacão Mitch] para ajudar as comunidades – hoje muitas igrejas estão funcionando como abrigos, o que é incrível.”.  

Esquecidos

“Apenas uma semana depois que o furacão nos atingiu as pessoas estão começando a perguntar por nós – todos estavam imersos nas eleições nos EUA e em outras histórias. A América Central não tem muita cobertura na mídia internacional – mas somos uma área importante no continente. O impacto nesta área é enorme. Já estava difícil para o nosso povo enfrentar o coronavírus e agora temos mais isso para lidar.”. 

Estamos permanentemente em crise, então somos muito resilientes, mas temos enfrentado muitas situações difíceis – e às vezes a resiliência não é suficiente. No meio disso, as igrejas desempenharam um papel vital. Existe uma grande solidariedade.”.

Junte-se a nós em oração pelo povo da América Central. 

Pontos de oração:

  • Interceda pelas pessoas cujas vidas foram devastadas pelo furacão Eta. Ore especialmente por aqueles que ainda aguardam resgate.
  • Ore pelas autoridades, militares e todos aqueles que estão respondendo a esta crise.
  • Agradeça a Deus pelo trabalho das igrejas locais na América Central, que estão muito mais abertas agora para responder a este tipo de crise do que há 20 anos.

Postado por Andrew Horton, no site da Tearfund UK no dia 11 de novembro de 2020 (texto original em inglês pode ser lido aqui)

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