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Passo a Passo 107 - Cuidado com a Terra de Deus

Cuidado com a Terra de Deus

No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) 

“Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem.” (Salmo 24:1) 

A terra não nos pertence – ela pertence a Deus! Ela é uma dádiva de Deus, um lar que compartilhamos com o restante da criação. Mas, com essa dádiva, vem a responsabilidade.

DOMINADORES OU ADMINISTRADORES?

Leia Gênesis 1:26–31 e Gênesis 2:1–15

Em Gênesis 1, Deus disse aos seres humanos para que dominassem “sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão” e disse também: “Encham e subjuguem a terra” (Gênesis 1:26, 28). Esta passagem às vezes é usada para justificar o abuso da Terra.

Algumas pessoas acreditam que a instrução “dominar” a Terra significa que temos autoridade absoluta sobre a criação. Conforme esse ponto de vista, a natureza é um recurso com o qual os seres humanos podem se beneficiar economicamente, sejam quais forem os impactos ambientais. Essa teologia tem permitido aos cristãos derrubar florestas tropicais para cultivar soja para a fabricação de ração de gado e poluir os rios com produtos residuais das minas em busca de metais preciosos.

Para confrontar essas ideias, os cristãos voltaram-se para o segundo relato da criação em Gênesis 2. No versículo 15, os humanos foram colocados no Jardim do Éden e instruídos a “cuidar dele e cultivá-lo”. Em outras palavras, Deus incumbiu-nos com a responsabilidade de atuarmos como administradores de sua criação – cuidar, administrar, supervisionar e proteger tudo o que Deus possui. Que honra e privilégio!

Isso não nos dá licença livre para explorar e abusar da Terra de Deus. Como administradores, precisamos agir de acordo com os melhores interesses do proprietário, tratando sua “propriedade” com respeito. Não devemos usá-la de maneira que cause danos ao nosso próximo. Um dia teremos que prestar contas a Deus de como tratamos sua Terra.

Quando nos esquecemos de nossa responsabilidade de sermos administradores sábios, a criação geme. A Terra não pode mais lidar com as demandas que os seres humanos colocam sobre seus recursos naturais. Nossos resíduos e nossa poluição estão envenenando o ar, o solo e a água. Se continuarmos explorando e abusando da terra de Deus, o que será deixado como herança para as futuras gerações?

CUIDADO COM A DOENÇA DO “POR QUE SE PREOCUPAR?”

Quando nos deparamos com problemas globais importantes (resultantes das atividades humanas) – como a mudança climática e a poluição da terra e do mar – é fácil sentirmo-nos arrasados.

Poderíamos levantar as mãos e dizer: “Bem, não é minha culpa. Não há nada que eu possa fazer para evitar esses problemas. Deixe isso para os políticos”. Poderíamos pensar: “Quem se importa se eu uso sacolas de plástico, se jogo lixo pela janela do carro, etc.? Eu sou apenas uma pessoa – que diferença isso fará?”.

Cuidado com a doença altamente contagiosa do “Por que se preocupar?” Esta é uma questão moral e espiritual. O que eu faço na minha vida diária é importante. As consequências imediatas das minhas ações podem não ser sentidas por mim, mas certamente afetarão outras pessoas.

Deus vê e honra os esforços que fazemos, mesmo que pareçam pequenos para nós. E juntos, podemos fazer a diferença!


QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

  • Que medidas práticas positivas você pode tomar enquanto indivíduo para cuidar da preciosa criação de Deus – particularmente em relação aos resíduos?
  • O que as pessoas da sua igreja podem fazer?
  • Há alguma coisa que você precise parar de fazer?

Adaptado a partir de Seasons of Creation 6 (Estações de Criação 6), um recurso da Green Anglicans. Acesse www.greenanglicans.org/resources/liturgical/

Artigo extraído da Passo a Passo 107, que está repleta de orientações práticas e histórias inspiradoras sobre como lidar com os resíduos em nossa comunidade. Para baixar a íntegra desta edição, clique aqui. 

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