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Crianças que nascem para a Esperança

Crianças que nascem para a Esperança

As crianças sofrem as consequências da queda do mundo. Elas são as mais vulneráveis, e ainda, as mais inocentes. Moro na África do Sul e estamos enfrentando algumas realidades devastadoras que impactam mais as crianças, no presente momento. As crianças estão desaparecendo em um ritmo alarmante. Os índices de estupro e assassinato infantis são altos. À medida que a desigualdade aumenta, também crescem as atrocidades sociais Talvez seja o fato de que saibamos mais do que sabíamos antes? Qualquer que seja a realidade, a vida perdida ou maculada de uma criança já é demais.

Apesar de que esta não é a história apenas da África do Sul. Há histórias de partir o coração pelo mundo todo. A injustiça que estabelece os sistemas para favorecerem uns mais do que os outros, a exploração de pessoas que são pais, os longos dias e o pouco ganho, o flagelo do álcool e das drogas que é comum em muitas comunidades, o alto padrão de tráfico de meninas, a pobreza onde algumas crianças nascem… tudo isso e tanto mais aponta para um mundo decaído que fere mais as crianças.

Isaías 65 nos lembra do que o mundo pode e deve ser – um vislumbre do que a aparência do ‘reino’ pode ser. O versículo 20 diz, “Não haverá mais nela criança de poucos dias,”. E o versículo 23 diz “Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a destruição.” Tantas crianças nascem para a destruição – e ainda assim, desejamos que as crianças nasçam para a esperança. É para isso que trabalhamos e oramos e vivemos de modo diferente e enfrentamos as estruturas e injustiças que perenizam o oposto do que Deus deseja para todas as crianças.

Carlos Mraida, pastor e líder argentino, diz “O tema recorrente de Isaías é o desafio de Deus para o Seu povo exemplificar a justiça. As nações da terra deveriam ser capazes de visualizar um estilo de vida diferente, ao seguir a verdade de Deus, como exemplificada pelo povo de Deus. Israel é constantemente repreendido por não exemplificar aquele modelo. Exige-se que respondam por uma espiritualidade que não leva a uma vida de igualdade, justiça e misericórdia para com seus próximos.”

Ansiamos por um mundo onde as crianças não sofram por causa dos sistemas e comunidades injustos e decaídos, onde elas nascem. As comunidades onde moramos e servimos exemplificam este modo diferente do qual o Mraida fala? Os nossos países tratam as crianças com justiça? Oremos, “Venha a nós o Vosso Reino, assim na terra como no céu…” e quando orarmos assim, que peçamos a Deus que crie um mundo onde as crianças nasçam na esperança. E nos unimos a Deus para sermos comunidades que amam e cuidam de todas as crianças – como se fossem nossas mesmo, porque num sentido bem real, elas são.

Oremos …

Linda Martindale
Miqueias Global

(Extraído do boletim de oração de Miqueias do mês de setembro de 2019)

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