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50 anos, 50 países: Síria

50 anos, 50 países: Síria

O conflito na Síria, que já entrou no oitavo ano e contabiliza meio milhão de mortos, se configura como uma das situações humanitárias mais complexas e trágicas do mundo. A nação está no topo da lista de países cujos povos foram forçados a fugir como refugiados. Abrigando-se em lugares como o Líbano e a Jordânia, 6,3 milhões de pessoas fugiram de suas casas.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos – um grupo de monitoramento do Reino Unido – houve 364.371 pessoas mortas até agosto de 2018, incluindo 110.613 civis. Esses números não incluem 56.900 pessoas que disseram estar desaparecidas e supostamente mortas e uma estimativa de 100.000 mortes que não foram documentadas.

A Tearfund tem trabalhado com refugiados sírios na Jordânia e no Líbano. A maioria deles se instalou em comunidades locais. Trabalhamos com organizações locais, construindo sua capacidade de fornecer respostas eficazes e eficientes para aqueles que precisam. Nossos parceiros também estão apoiando as comunidades jordanianas que têm acolhido refugiados.

Relacionamentos restaurados

Fátima e sua família pretendiam permanecer na Síria, mas quando os atentados se intensificaram eles foram forçados a mudar de ideia. “A princípio ficamos estáticos, mas decidimos fugir para a Jordânia depois que uma bomba atingiu a nossa casa”, relata.

Dois anos atrás Fátima, seu marido e os dois filhos do casal encontraram um lugar para recomeçar. No começo, ela enfrentou dificuldades em desempenhar seu papel de mãe após o grande trauma vivenciado pela família. Foi então que ela ouviu de um vizinho que um parceiro da Tearfund estava dando apoio psicológico a mulheres refugiadas sírias na Jordânia e decidiu ir a uma sessão.

“Eu pensava que estava fazendo tudo certo, mas logo na primeira sessão descobri que estava enganada e que precisava mudar a forma como eu lidava com os meus filhos”. Ao completar as sessões Fátima ressalta que sua perspectiva mudou radicalmente.

Quando minha filha chegou da escola, eu a abracei. Ela perguntou: “Mãe! Qual é o problema? Você está doente? O que está errado?”. Ela estava tão desacostumada a me ver demonstrando afeição que estranhou um simples abraço. É porque estamos sob pressão da guerra e muitas coisas nos aconteceram.”, pondera.

“Agora as coisas são diferentes”, continuou Fátima, “ganhamos nossos filhos de volta. Agora queremos que vocês ensinem nossos maridos!”

Para marcar os 50 anos da Tearfund, estamos compartilhando parte da nossa história nos 50 países em que trabalhamos. Convidamos nossos parceiros, mantenedores e intercessores a celebrarem conosco a provisão e o poder de Deus para transformar vidas e a se unirem a nós em intercessão por cada uma dessas nações.

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